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Raça Bovina Alentejana

touro2.jpgRaça Bovina Alentejana é caracterizada por animais perfeitamente adaptados às condições edáfo - climáticas do Alentejo. Tem a capacidade de se alimentar grande parte do ano à base de alimentos grosseiros exclusivamente gerados pela natureza.

Com o aparecimento da Revolução Industrial e consequente mecanização cada vez maior da agricultura a produção de trabalho destes animais foi reduzida substancialmente, sendo a produção de carne a partir do bovino alentejano encarada com maior interesse, alterando-se o regime alimentar, melhorando os aspectos sanitários e de maneio dando razão à existência da Raça Alentejana.

O efectivo actual dos bovinos da raça alentejana, é de cerca de oito mil e quinhentas fêmeas postas à reprodução em linha pura, distribuídas por cento e vinte explorações, dispersas por todo o Alentejo, com especial incidência na zona de Portalegre e Évora. Contudo existem explorações quer na Beira Baixa quer no Ribatejo.

A média de animais por exploração é de setenta animais, existindo explorações com trezentos animais e explorações com dez ou doze fêmeas, sendo os efectivos com oitenta a cem animais o número mais habitual encontrado nas explorações dos criadores de bovinos da raça Alentejana.

Padrão da Raça

A conformação desta raça advém-lhe do seu regime alimentar, pois sendo este muito desequilibrado, proporcionou-lhes um grande desenvolvimento dos cornos da região abdominal e de toda a sua estrutura óssea, esta conformação tem outras explicações , pois para resistir a um clima com um período com pouca pluviosidade e com esta concentrada só em dois ou três meses, o período em que os animais se alimentavam exclusivamente de pasto seco, com pouco valor alimentar, era muito grande por isso a capacidade de ingestão destes animais foi-se adaptando e aumentando para possibilitar a sua sobrevivência nas épocas de penúria alimentar. O desenvolvimento da, tão característica, barbela com as suas sete pregas, não é mais do que o aumento da área de transpiração dos animais permitindo-lhes assim suportar com melhor eficiência as amplitudes térmicas a que estão sujeitos os animais desta raça (Silveira D. s.d.).

Actualmente a conformação extremamente desproporcional que caracterizava a raça tem tendência a diminuir pois com o abandono da tracção animal, a vocação da raça mudou de trabalho para carne, com esta evolução alterou-se também o regime alimentar bem como todo o maneio produtivo dos bovinos, e começou a existir uma preocupação no melhoramento animal o que permitiu que se evolui-se para animais mais bem conformados e com melhores rendimentos no matadouro e no talho (Ralo J.C. 1987).

A pelagem é vermelha, podendo ir do retinto ao trigueiro, sendo os pelos todos da mesma cor, são excluídos da raça animais com interpolações de pelos ou brancos ou pretos em qualquer zona do corpo, excepto na borla da cauda onde os pelos brancos interpolados podem existir na raça. As aberturas naturais são normalmente desprovidas de pelos e de cor rosada, podendo ter varias tonalidades de rosa (Andrade, F. 1952)

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A cabeça é bem desenvolvida e com um tamanho considerável. A sua maior largura é por cima dos olhos, o chanfro é recto ou ligeiramente convexo. A marrafa é de forma arredondada e coberta por pelos, mais desenvolvidos que podem ser encaracolados.

Os cornos são simétricos e de considerável desenvolvimento nos animais adultos, a sua cor é o branco sujo com as pontas mais escuras, quase pretas, "nascem" no prolongamento da marrafa e quando despontam é sempre com uma ligeira curvatura para a parte de trás do animal, indo depois crescer sempre voltando para baixo depois dobram-se para a frente do animal tomando formas com uma variabilidade não muito grande.

As orelhas encontram-se por baixo dos cornos e ligeiramente mais atrás do que estes, saem na horizontal e são revestidas de pelos, com tamanho considerável, especialmente no bordo superior.

O pescoço é horizontal com comprimento médio e com um diâmetro considerável, nos machos é uma zona de deposição de gordura formando o "murrilho" ou "cachaço".

O dorso e o lombo são bem conformados e com tendência para o rectilíneo, tendo uma largura média.

A garupa é comprida bem musculosa em alguns casos descaída lateralmente sendo que esta descencia lateral tende a diminuir. A inserção do rabo é feita sobre a garupa dando origem ao chamado rabo apombinhado, pois sobressai muito a pombinha, com o diminuir da descencia das faces laterais da garupa a inserção do rabo tende a ser cada vez menos saliente ficando com uma inserção correcta.

Os membros são bem aprumados, sendo os posteriores um pouco fechados e pois juntam nos curvilhões o que lhes é causado por uma aproximação exagerada entre os isquios, esta aproximação tem tendência ser corrigida pelos criadores, escolhendo estes animais em que os aprumos são correctos (Ralo J.C.1986) .

Contacto
Associação de Criadores de Bovinos de Raça Alentejana
(Assumar)
Assumar - Raça Bovina Alentejana


Agricultura e Pecuária- Associação do Bovino Alentejano

Herdade Coutada Real
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